No artigo deste mês vou tocar em um assunto muito polêmico e que não deixará de existir por algumas boas dezenas de anos
Sobre o que estou falando? Corrupção
Essa ‘doença’ está espalhada por todos os 7(sete) continentes do mundo, seus 195 (cento e noventa e cinco) países, seus respectivos estados e cidades. Cada qual em sua proporção. Mas aqui vou discorrer sobre o nosso Brasil.
A corrupção no Brasil começou há cerca de 5(cinco) séculos, com a própria colonização. Os primeiros indícios foram o contrabando de produtos nacionais como o pau-brasil, ouro, tabaco e a própria escravidão, com a venda de escravos para produção agrícola. Como também o patrimonialismo e clientelismo, que se tornaram estruturais e persistiram ao longo de toda a história do país. Daquela época em diante o que não faltam são casos de corrupção, conhecidos, divulgados e centenas de outros que ainda vamos saber.
O que nós, cidadãos comuns, podemos fazer?
Por sabermos desse sistema endêmico e vermos poucos casos solucionados pela Justiça, nos tornamos apáticos, inatos e até indiferentes, digo isso em relação ao número de habitantes do País, cerca de 213,4 milhões.
Um fator que fortalece ainda mais esse sistema é a precariedade da Educação, em qualquer nível. Afinal, quem não tem conhecimento e real entendimento do que acontece, não tem como cobrar, pressionar, se mostrar insatisfeito, assim é facilmente ‘comprado’, por diversas vertentes! Resumindo: Assistencialismo.
Respondendo a pergunta acima, um dos caminhos é mostrar, de forma veemente, nossa insatisfação, revolta, não aceitação do que já foi feito, do que está sendo feito e as perspectivas (nada agradáveis) do futuro a curto, médio e longo prazo.
Até mesmo para expressar nossa indignação temos que entender com propriedade sobre o que vamos falar. Estudar a fundo as pautas em discussão, a amplitude das mesmas, como as decisões vão nos afetar, seja de forma positiva ou não e a quem apresentar as reivindicações são de relevância ímpar, afinal indignação sem conhecimento vira ruído, já indignação fundamentada vira pressão legítima.
Além disso, é preciso fortalecer os mecanismos de controle social já existentes. Conselhos municipais, audiências públicas, portais da transparência, leis de acesso à informação e ouvidorias são ferramentas pouco utilizadas pela população, muitas vezes por desconhecimento. Quando usadas de forma coletiva e organizada, tornam-se instrumentos poderosos contra desvios e abusos. Aqui cabe bem o termo ‘Pressão Popular’.
A educação de qualidade, participação cidadã ativa, instituições formais (do Estado) e informais (Sociedade Civil) fortalecidas, imprensa livre e uma sociedade que se recuse a aceitar o errado como regra são ferramentas cruciais para conter essa ‘doença’ endêmica, que talvez não atinja os filhos dos nossos filhos.
O que não nos falta são recursos!



