A crise envolvendo o Banco Master emergiu em novembro de 2025 como um dos episódios mais controversos do sistema financeiro brasileiro
Determinada pelo Banco Central do Brasil (BC) como uma liquidação extrajudicial, após prolongados problemas de liquidez e gestão financeira, suas operações foram interrompidas. Essa decisão foi acompanhada de ordens de prisão e investigações criminais contra o diretor do Banco Master, Daniel Vorcaro.
A instituição havia crescido rapidamente por meio da emissão de CDBs com rendimentos acima dos padrões de mercado, incentivados por altas comissões pagas a distribuidores, mas enfrentava graves desequilíbrios de ativos e passivos.
A intervenção expôs não apenas potenciais fraudes financeiras estruturais, mas também desencadeou uma intensa disputa entre instituições de controle e mecanismos de fiscalização pública — incluindo o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Supremo Tribunal Federal (STF) — com graves repercussões jurídicas e políticas.
A profundidade da crise questiona o papel e a atuação de órgãos reguladores, revela potenciais conflitos de interesse e alimenta suspeitas sobre limitação de transparência institucional e abusos de poder no processo decisório.
Fraude e gestão irregular
O Banco Central (BC) e o Ministério Público Federal (MPF) afirmam que houve gestão fraudulenta e desvio de recursos, com operações sem lastro e impropriedades em estruturas de capital, representando, segundo o BC, cerca de R$12 bilhões em operações suspeitas.
Além disso, a Polícia Federal deflagrou a Operação Compliance Zero, que inclui prisões preventivas, buscas e apreensões, investigando a emissão de títulos e possível uso de ativos fictícios.
Sobre a operação da PF
A Operação Compliance Zero é fruto das investigações que a Polícia Federal iniciou em 2024, para apurar e combater a emissão de títulos de créditos falsos. Forjados pelos Bancos Master e Banco Regional de Brasília (BRB) – este tentou comprar o Banco Master antes do BC decretar a falência extrajudicial.
As instituições investigadas são suspeitas de criar falsas operações de créditos, simulando empréstimos e outros valores a receber. Estas mesmas instituições negociavam estas carteiras de crédito com outros bancos. Após o Banco Central aprovar a contabilidade, as instituições substituíam estes créditos fraudulentos e títulos de dívida por outros ativos, sem a avaliação técnica adequada. Os valores podem chegar a R$17 bilhões.
O Banco Master é o principal alvo da investigação instaurada a pedido do Ministério Público Federal, pois emitia Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com a promessa de pagar ao cliente até 40% acima da taxa básica do mercado. Retorno considerado irreal pelas autoridades.
Amanhã traremos mais informações sobre o caso. Acompanhe!




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08/01/2026 at 19:40