Você já deve ter ouvido (ou mesmo dito) que o brasileiro não lê. Essa é uma crença facilmente propagada aos quatro ventos, mas que não encontra um respaldo necessariamente sólido. É importante ter em vista que ler e ter incentivo à leitura são coisas diferentes.
Os números da Bienal Internacional do Livro de São Paulo estão aí para contradizer esse mito popular. O evento, realizado no Distrito Anhembi, teve seus ingressos dos dois finais de semana esgotados, além de registrar recorde em vendas.
A Companhia das Letras, maior editora do país, relatou que o dia 7, primeiro sábado, foi “o maior de sua história em bienais”. Outra gigante do setor, a Sextante, relatou um crescimento de 50% em seu faturamento na comparação com o mesmo período da edição anterior. Já o Grupo Record superou suas vendas do primeiro final de semana da edição passada ainda no início do dia 8, e a Intrínseca vendeu 82% mais neste sábado que no dia equivalente da Bienal anterior.
O evento teve seu espaço superlotado, o que acabou resultando em filas quilométricas para sessões de autógrafo, apresentações e para se alimentar ou ir ao banheiro – a ponto de alguns visitantes perderem horas nelas. A feira contou ainda com a presença de influenciadores como Felipe Neto e autores internacionais de destaque na atualidade como Lynn Painter e Hayley Kiyoko, que fizeram com que seus fãs ajudassem a preencher cada metro quadrado do Anhembi.
E os escritores brasileiros estão em lugar de destaque. Eles foram a maioria no evento, somando 683 nomes, entre os quais autores consagrados como Pedro Bandeira, Thalita Rebouças e Itamar Vieira Jr., além de centenas de autores independentes. Suas palestras, sessões e estandes foram igualmente inundados de leitores.
Por fim. A despeito dos problemas de organização que culminaram nesses perrengues, a lotação e lucratividade dão uma resposta positiva e bem enfática ao título desta edição do X da Questão: o brasileiro lê (ou ao menos deseja ler) e muito.
Ainda sobre livros
A Amazon está mirando uma iniciativa que pode alavancar as vendas de audiobooks. Por meio da Audible, a big tech está convidando narradores de audiolivros para treinar sua inteligência artificial em suas vozes – cujos “clones” poderão ser usados nas gravações.
O objetivo da companhia é ganhar maior volume na produção de audiobooks, com menor prazo e custos, visto o crescimento de demanda. Nos EUA, a Amazon já tem ofertado aos autores que disponibilizam seus livros no Kindle Store a possibilidade de terem suas obras narradas por uma “voz virtual genérica”.
De funcionário a influenciador
Pesquisa recente mostrou que 32,9% das empresas já vêm adotando estratégias de transformar seus funcionários em influenciadores das suas marcas.
Isso acontece porque conteúdo gerado por funcionários, estratégia que já tem até uma sigla, EGC, do inglês Employee Generated Content, é capaz de trazer autenticidade e engajamento tanto na própria empresa como externamente no mercado. Trata-se de uma abordagem que não somente fortalece as marcas, como potencializa o alcance de forma orgânica e confiável.
Os dados são da pesquisa Influencer Marketing Hub 2024, e mostram ainda que não deve ser aplicada para qualquer funcionário, mas para os líderes, aqueles com maior autoridade técnica, o que lhes permite passar maior valor nos conteúdos, ao mesmo tempo que se fortalecem nas redes.
O tema foi destacado pelo CMO da MLabs, Rafael Kiso, que defendeu em seu perfil no Linkedin que, se as atividades são além das habituais, os funcionários devem ganhar mais por exercer o papel de influenciadores. Para ele, trata-se de uma tendência que veio para ficar e que exige políticas internas bem estruturadas funcionar bem.
Jovens cada vez menos felizes
O bem-estar dos jovens vem caindo em várias regiões do mundo desde 2019. Contribuem para isso o medo do futuro e o aumento do custo de vida, além da insegurança no mercado de trabalho. Os dados foram divulgados em relatório recente do World Economic Forum, compartilhado pela escritora Martha Gabriel em seu LinkedIn.
Os números também são importantes porque, historicamente, a população jovem costuma aparecer nas pesquisas como mais felizes que os mais velhos. No entanto, essa diferença diminuiu na Europa Ocidental e na América do Norte, onde a população jovem já declara níveis mais baixos de felicidade do que os mais velhos.
O relatório do World Economic Forum também indicou 4 formas que podem ser utilizadas para melhoria dessa situação: primeiro, investir em serviços de saúde mental na escola e no trabalho; construir conexões entre diferentes culturas por meio de mentorias, programas de intercâmbio e comunidades online é outra possibilidade; em terceiro, lutar pela reforma das redes sociais para criar um ambiente online mais seguro; e, por fim, criar sistemas de educação que dão aos jovens as habilidades necessárias, como alfabetização financeira e segurança online.
Caminhos que parecem óbvios, mas que, pelos resultados colhidos pelas pesquisas, estão longe de serem trilhados pelos países.
Nova era no contato entre marcas e consumidor
Para a CEO de tech global da Twilio, Khozema Shipchandler, a comunicação personalizada em mensagens representa uma nova era na relação entre marcas e consumidores, ajudando inclusive a prevenir fraudes e melhorar a experiência do consumidor.
Para Khozema, que deu entrevista à Bloomberg Línea, novas tecnologias, como a Inteligência Artificial (IA), são muito potentes no combate a fraudes que utilizam mensagens e ligações telefônicas nas quais golpistas se passam por bancos, varejistas e outras empresas.
Além desses pontos, Khozema informou que a Twilio, gigante tech global com cerca de 5.500 funcionários, tem desenvolvido ferramentas para que empresas possam identificar com suas próprias marcas suas ligações e mensagens. Isso também funcionaria como uma espécie de selo de verificação, aumentando a confiança e melhorando a interação com os clientes.
Tem mais X por aí
A Black Friday deste ano será em 29 de novembro e, para as marcas, o momento é de preparação para aproveitar ao máximo o período de aquecimento das vendas. Para ajudar, trouxemos para o Blog X os 10 principais erros de comunicação que as marcas cometem no período, prejudicando a confiança e a experiência dos clientes.
Oferecer promoções enganosas é um dos erros mais óbvios, mas a falha em comunicar uma política de devolução adequada e prolongada para o período de Black Friday pode não só pode frustrar como afastar clientes potenciais. O período também é fundamental para a preparação da infraestrutura necessária, como a otimização do site para tráfego intenso ou para dispositivos móveis. Confira essas e outras dicas valiosas no Blog X!
Na semana passada, a equipe XCOM esteve presente no Conarec, considerado o maior evento de Customer Experience (CX) da América Latina. Na pauta️, o modo como a Inteligência Artificial vai moldar as relações de consumo e o que os profissionais precisam fazer para ficar por dentro dessas novas demandas.
Entre os aprendizados, debates sobre a necessidade da utilização cada vez mais inteligente de dados, para conseguir uma melhor experiência do cliente, e a crescente importância do marketing de influência. O aumento dos resultados com influenciadores vem fazendo, cada vez mais, as empresas entenderem que alavancar vendas vai muito além do simples oferecimento de produtos.