Em um mundo onde a informação circula em segundos, talvez nunca tenha sido tão importante lembrar por que o jornalismo existe
Jornalismo não é apenas contar o que aconteceu. É buscar compreender o que está acontecendo, confrontar versões, questionar aquilo que parece evidente, dar espaço para diferentes vozes e levar ao cidadão elementos para que ele possa formar a própria consciência.
Por trás de uma notícia existe uma responsabilidade que muitas vezes não aparece. Existe apuração, checagem, pesquisa, entrevista, análise, questionamento e, sobretudo, o compromisso de separar aquilo que é fato daquilo que é opinião, interesse ou narrativa.
É por isso que o jornalismo continua sendo indispensável!
Para o jornalista, a profissão exige muito mais do que domínio da palavra. Exige responsabilidade diante da sociedade. Cada informação publicada pode influenciar decisões, provocar debates, revelar problemas que estavam escondidos ou simplesmente ajudar alguém a compreender melhor a realidade ao seu redor. E talvez esteja justamente aí uma das maiores responsabilidades de quem exerce o jornalismo: não permitir que a informação seja reduzida a um produto qualquer.
Informar é uma função social
Mas essa responsabilidade não pertence somente aos jornalistas. Ela também pertence à população.
Uma sociedade que não procura informação, que não questiona, que aceita qualquer narrativa sem verificar, que transforma opinião em verdade e que deixa de se interessar pelo que acontece à sua volta acaba abrindo mão de uma parte importante da própria cidadania.
O jornalismo pode investigar, revelar, explicar e questionar. Mas é o cidadão quem precisa ler, ouvir, comparar, refletir e tirar suas próprias conclusões. Por isso, defender o jornalismo não significa defender jornalistas acima de qualquer crítica. Significa compreender a importância de uma atividade que precisa ser permanentemente cobrada, fiscalizada e exercida com ética, independência e responsabilidade.
Ao jornalista, cabe lembrar que a confiança da sociedade não é um patrimônio adquirido para sempre. Ela precisa ser construída todos os dias. À população, cabe lembrar que uma informação bem apurada tem valor. E que, em tempos de excesso de conteúdo, talvez o verdadeiro privilégio não seja simplesmente ter informação, mas ter informação confiável para poder pensar por conta própria.
Neste Dia Mundial do Jornalismo, mais do que celebrar uma profissão, é preciso reconhecer sua relevância. Porque quando o jornalismo trabalha com seriedade, ele não entrega apenas notícias, ele ajuda uma sociedade a enxergar.
Ajuda a questionar. Ajuda a compreender. E, principalmente, ajuda o cidadão a perceber que ele não é apenas espectador da realidade. Ele também faz parte dela.
*Sou jornalista há 18 anos. Já passei por redações de diversos veículos impressos, televisivos e digitais, no interior e na capital. Veículos esses de tamanhos variados.
Aos poucos fui galgando degraus dentro desses jornais, revistas, TVs e escritórios. Cada dia era um novo desafio. Alguns fizeram as mãos tremerem, a ponto da letra ficar irreconhecível, a voz não sair direito, as pernas não responderem, entre tantos outros.
Mas cada uma dessas experiências foram essenciais para me transformar no jornalista que sou hoje! E virão milhares de outras que vão me lapidar e me aprimorar ainda mais!
Em 2015, decidi me tornar um jornalista independente por questões ideológicas e, principalmente, para fazer o real jornalismo: sem interesses político-econômicos, sem restrições, sem ser refém, sem ‘rabo preso’, etc. Foi quando criei meu próprio veículo, totalmente digital, o Imprensa Aberta.
De lá pra cá foram tantas matérias, reportagens, entrevistas, artigos, eventos, que não caberiam em um só livro. E virão outras milhares.
Cada letra escolhida teve, tem e terá uma razão de ser escrita, digitada, assim como cada palavra dita!
Acesse o site, as redes sociais e o YouTube do Imprensa Aberta (@imprensaberta), entenda a linha-guia, opine, dê sugestões de pautas, faça críticas, siga e compartilhe!
*Arte feita com I.A



